Seminário para produtores de conteúdo católico

5598Diante da necessidade de refletir sobre que tipo de comunicação estamos produzindo, neste contexto de mudanças e como manter os valores cristãos e a dimensão profética, um grupo de impressos, associados da Signis Brasil, propôs de realizar o I Seminário para produtores de conteúdo, formativo.

A Presidente de Signis Brasil, Ir. Helena Corazza, realizou a abertura do I Seminário e salientou o objetivo do tema central que é refletir sobre o Dinamismo da evangelização numa sociedade em mudança, “estamos numa sociedade em mudança – mudança de época, de civilização, de modos de viver e compreender a sociedade e também a religião. E quem é produtor de conteúdos em mídias católicas, sobretudo, precisa se dar conta da mudança, compreender o contexto contemporâneo e ter novas linguagens para poder continuar falar e ser compreendido pelos interlocutores. O dinamismo envolve muitos desafios à evangelização”.

A diretoria de Signis Brasil, Pe. César Moreira, vice-presidente e Antônio Celso Pinelli, secretário; Frei João Carlos Romanini presidente da RCR e Ângela Morais, vice-presidente; A diretora do Sepac, Irª Maria Celeste, estavam presentes no seminário que foi transmitido ao vivo pela internet.

O primeiro painel com o tema Mudanças culturais e religiosas foi realizado, no dia 2 de maio, pela Profa. Drª Brenda Carranza, socióloga, docente na PUC/Campinas e a coordenação da mesa feita pelo Frei João Carlos Romanini, presidente da RCR. O tema do painel foi Mudanças culturais e religiosas.

A Profª. Drª.Brenda destacou durante a palestra que, “para mim parece que falar de comunicação e falar de comunicação social, neste momento, é a gente refletir qual é o lugar de mídias confessionais e qual é o lugar de mídias alternativas em um mundo altamente concorrencial. E como ler as mudanças culturais. Porque no fundo as mídias leem essas mudanças, interpretam essas mudanças e dizem como as pessoas tem que se comportar no meios destas mudanças. Ou as mídias falam na linguagem simbólica, explicita, escrita e visual. Nenhum meio de comunicação é isento, do tipo não só de conteúdo, como instrumental, e o aparelho que ela utiliza para criar e fornecer estes conteúdos.

Continua a profª. Brena, “qual é o cerne das mudanças culturais? E estas mudanças culturais, o que debatem, o que elas trazem de novo e o que elas trazem como conflitos, podem ajudar os meios alternativos a pensar como se localizar diante dessas notícias, diante dos fatos, dos acontecimentos. Porque você não reproduz acontecimentos, a mídia não reproduz acontecimentos, a mídia interpreta acontecimentos. Quando se fala de cultura midiática nós estamos discutindo qual é maneira de ver o mundo e como interpretar este mundo”, explica.

Para o jovem Valter Hugo Muniz, do Jornal O Transcendente, de Mundo Missão, disse “percebi a pertinência deste Seminário, dos assuntos tratados hoje, principalmente para nós que somos de mídia católica e que às vezes temos a tendência de nos fecharmos nas verdades que agente procura de maneira unilateral apresentar isso para os nossos assinantes, para as pessoas que recebem os nossos produtos. A palestra da Profª Brenda foi muito interessante porque mostrava evidentemente a necessidade de se abrir para uma nova percepção da realidade. O dinamismo é a consciência que as mudanças acontecem e que somos responsáveis por estas mudanças, precisamos ser protagonistas desse dinamismo e não só expectador”.

Para Fernanda Pompermayer, da Revista Cidade Nova, “esta sendo muito oportuno este seminário porque a Revista Cidade Nova faz parte do grupo de impressos, associados a Signis Brasil. Pensamos juntos com este grupo a realização deste seminário. Tem dois aspectos que me parecem muito positivo: o primeiro fato é de conceber, de trabalhar e de realizar juntos um evento. É uma experiência de unidade, de comunhão e de participação e por si só já é positivo. Cada um de nós aqui representa um veículo com as suas características algumas comuns e outras muitos especificas. Então, o fato de pensarmos juntos e refletir sobre a mesma realidade sobre vários temas, a convivência é uma coisa muito rica e nós na Igreja temos essa riqueza”. Continua Fernanda, “estamos sendo acolhidos no Sepac, então estamos na casa por excelência da comunicação católica. Toda a estrutura, a acolhida das Irmãs Paulinas e também somos abençoados pelo carisma Paulino que é especifico para estes desafios que estamos vivendo hoje”.

O segundo painel realizado no seminário, com o tema: “Modelos de Igreja e desafios à evangelização, foi palestrado pelo Prof. Dr. Fr. Luis Carlos Susin,Ofcap, teólogo, docente ma PUC/RS e coordenado pelo Fernando Geronaso, jornalista do Grupo Revistas Paulinas”.

O Frei Susin, um teólogo renomado, com muitas publicações nacionais e internacionais, explica que a mídia católica é certamente um instrumento de ponta na evangelização, “se agente disse que ela é católica temos que entender que sobretudo ela é uma forma da evangelização. Para entendermos a evangelização precisaríamos também enquadrar de alguma forma, diferentes propostas de evangelização, e verificar quais destas propostas seriam as mais viáveis, a mais eficazes sobretudo do ponto de vista da evangelização. Digamos, por ordem de consequência, os meios de comunicação são evangelização e precisamos entender isso em uma estrutura de fundo para sabermos por onde evangelizar”, concliu.

A Signis Brasil, durante a programação homenageou veículos de comunicação católicos que celebram datas comemorativas. Têm alguns jornais e revistas que já são centenários, outros fazem 90, 80 anos – outros organismos 30 anos. É a hora do reconhecimento e do estímulo, pois a evangelização e a catequese no Brasil, desde o final do século 19, caminhou graças ao empenho de grupos de religiosos e religiosas que se empenharam, iniciando com a Imprensa.

O terceiro painel, realizado no dia 3 de maio, abordou o tema sobre a “A comunicação como espaço de evangelização”, proferida pela Profa. Dra. Ir. Joana T. Puntel, fsp, jornalista, doutora em Ciências da comunicação, docente e pesquisadora na área de Igreja e comunicação e a coordenação do painel realizada por Fernanda Pompermayer da Revista Cidade Nova.

O objetivo central da palestra esta dentro de uma composição, assim, que se integra, explica Ir. Joana, “o primeiro dia foi dedicado ao panorama da sociedade em transformações e depois pensamos, então, como que a Igreja se movimenta dentro deste panorama. Tem vários modelos de tipos de Igreja, que foi falado na palestra do Frei Susin. Falando especificamente em relação à comunicação, essa comunicação tem como espaço de evangelização ela então tem que levar em conta, o que foi dito na palestra do Prof. Susin, as transformações sociais, culturais e depois os tipos de Igreja que nós temos. O que nós vamos fazer neste abraço nessa integração necessária da evangelização com a comunicação? Qual é o ponto o eixo central? É encontrar, primeiro criar uma mentalidade de que evangelização e comunicação elas não podem ir paralelas. Exemplo: Eu sou aqui uma pessoa de Igreja, tenho fé, e vou e uso o meio em outro local, é paralelo. Mas essa integração que faz parte da maneira com que eu vou hoje evangelizar eu não posso viver sem a comunicação, no sentido que é ela que movimenta as mudanças. Então, dentro da sociedade hoje, é uma sociedade que esta vivendo novos paradigmas da comunicação. Explica Ir. Joana, não é a Igreja que tem que trazer a comunicação para dentro de si e dizer olha o paradigma é esse vamos viver assim. A Igreja que tem que emergir, ir no meio do que esta acontecendo na sociedade para realizar o diálogo entre fé e cultura”.

No último horário do seminário houve trabalhos por grupos de interesse e encaminhamentos de propostas entre os comunicadores, na plenária. Os grupos formados foram: Impressos; Rádio/webradio/Rádios comunitárias; TV/Vídeo/WebTV; Internet/Site; Redes Sociais.

Na conclusão do I Seminário a presidente de Signis Brasil, disse “foi uma grande conquista, mostrou que a produção de conteúdo é uma das grandes necessidades que nós temos, então, eu vejo como de forma muito positiva e fiquei muito contente com o seminário com a alegria das pessoas. Agente percebe, que a alegria de cada um aproveitou para si aquilo de mais importante e sobretudo despertou esta necessidade da união, do compartilhamento, da troca de experiências, muita juventude estava presente no seminário e isto gera uma grande esperança e realidade das mídias católicas”.

Texto: Signis Brasil/RCR
Foto – Marcos Beltramin

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