Efeito Avenida Brasil altera rotina do país

Nem os 71% de popularidade de Dilma Rousseff, calculados por pesquisa Ibope divulgada há menos de um mês, estão imunes à febre de Avenida Brasil. Para evitar um comício esvaziado, o comando da campanha do candidato a prefeito de São Paulo Fernando Haddad adiou o evento com a presidente que aconteceria hoje, último dia da novela, para amanhã. Em Salvador, a influência da turma do Divino, bairro fictício do subúrbio carioca onde a trama se desenrola, virou caso de Justiça.

Uma liminar expedida na noite passada proibiu Nelson Pelegrino, candidato petista à prefeitura de Salvador, de exibir o capítulo derradeiro do folhetim em um telão durante o ato que será realizado nesta sexta, com a presença de Dilma, na capital baiana. Inclusive, lideranças petistas teriam considerado convidar o ator José de Abreu, que interpreta o vilão Nilo, para comícios do partido, já que ele é filiado à legenda.

Na decisão, a juíza da 9ª Zona Eleitoral de Salvador, Ana Conceição Barbuda, entendeu que exibir o último capítulo da novela depois do comício tem fins eleitorais porque “o candidato estaria usufruindo do ibope da programação para beneficiar a sua campanha”. Restou a Dilma e seus correligionários, então, descer do palanque antes das 21h10, hora em que o Brasil vai parar para assistir ao destino de Carminha, Tufão, Nina, Santiago e tantos outros personagens que não saem da boca do povo nos últimos dias.

Fonte: Correio Braziliense (editado)

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