Você não precisa provar nada a ninguém

Quem tem conhecimento não precisa ficar constantemente provando isso aos outros. Quem tem dinheiro não se sente na obrigação de tornar isso evidente aos olhos de todos. Da mesma forma, quem faz o bem não tem de tornar sua obra conhecida de todos. Também os que são verdadeiramente felizes não precisam passar a vida tentando convencer os outros de sua felicidade. Quando tudo isso é de verdade e é encarado como uma conquista sadia, costuma gerar uma paz serena na alma e um leve sorriso no olhar.

Aquilo que é, se impõe com naturalidade. Do contrário, quando algo precisa apenas parecer e necessita de fundamentação sólida, requer um esforço tão estressante e se mostra tão pouco eficiente que sempre acaba por gerar descontentamento.

Veja, por exemplo, as crianças com as quais você convive. Elas não fazem o mínimo esforço para convencer os adultos de que são felizes. Elas simplesmente vivem e trazem os traços da felicidade no rosto. Até a formulação da pergunta “Você é feliz?” poderia soar de forma estranha aos ouvidos infantis. A criança é feliz e não tem de existir necessariamente uma reflexão sobre isso. Apenas é, simples assim.

Os que me proporcionaram grandes conhecimentos e me trouxeram sabedoria nem mesmo sabem que o fizeram. Os meus amigos verdadeiramente bem-sucedidos financeiramente jamais colocaram isso como instrumento de competição ou de autoafirmação.

Por outro lado, todo conhecedor de poucas coisas, e que se sente inseguro na sua ignorância, precisa constantemente provar sua pseudogenialidade. Muitos emergentes, que ainda conservam modelos do passado, procuram demonstrar riqueza com opulência e prepotência. Fazem alarde ao adquirir um novo bem material. Tantos infelizes tentam demonstrar felicidade nos seus prazeres momentâneos, nos seus risos tristes e, muitas vezes, ensurdecedores.

Por isso, gosto tanto de ler no Livro do Êxodo a autodefinição que Deus faz a Moisés: “Eu sou Aquele que é”. Se por um lado, ao longo da história, tantos tentaram definir Deus com inúmeros adjetivos, Ele mesmo se autodefine: “Aquele que é”.

Nesse ponto está algo verdadeiramente importante: nós, seres humanos, imagem e semelhança de Deus, temos uma essência. Tudo o mais que nos cerca é apenas circunstância. Hoje podemos ter e amanhã não ter mais. De qualquer forma, aquilo que verdadeiramente somos ultrapassa qualquer condição que queira nos definir: dinheiro, felicidade, conhecimento. Seremos, na nossa essência, sempre mais do que qualquer coisa que possamos vir a ter.

A partir desse olhar, tudo fica muito mais simples. Toda vez que as coisas ou as circunstâncias quiserem nos iludir, pensaremos: “Isso não é a minha essência; isso não tem nada a ver comigo. E basta”.

Mensagem de Dalcides Biscalquin para o site da REDEVIDA

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